quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Renascer+Alentejo

O projecto teve como principal objectivo a sensibilização das crianças para a problemática em redor da gradual descaracterização da herança alentejana.
Ainda nas instalações do Centro Social Recreativo de Cultura e Desporto de Igrejinha, as crianças puderam pôr à prova os seus conhecimentos sobre cultura e tradição do Alentejo, através do jogo Trivial Identidade Alentejana, construído pelos animadores. Recordou-se também o jogo da malha onde se cessou este período da visita com uma enérgica partida de futebol.
Posteriormente, seguiu-se um animado e proveitoso passeio em Igrejinha, conduzido pelo Sr. Pedro Cachapuz, onde as crianças puderam desfrutar da intimidade de todo um ambiente rural, nomeadamente a visita ao futuro espaço reservado à horta ecológica dos elementos da Universidade Sénior de Arraiolos, ao secular tanque local das lavadeiras, sem esquecer a visita ao reservatório local de abastecimento de água.
A última actividade consistiu num pequeno lanche oferecido pelo Centro de Igrejinha, onde os participantes – alunos da Escola Básica do Bairro da Câmara, elementos da Universidade Sénior de Arraiolos, Animadores do projecto - puderam socializar entre si em ambiente informal.
Resta dizer que o projecto Renascer+Alentejo aconteceu com êxito, onde as crianças terão descoberto a querença pela singular herança Alentejana.
Agradecemos à associação Monte – Desenvolvimento Alentejo Central; à Escola Básica nº3 do Bairro da Câmara de Évora e em especial ao Centro Social Recreativo de Cultura e Desporto de Igrejinha, nomeadamente, ao Sr. Pedro Cachapuz e Sr. Genésio Pontes.
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Os Segredos da Água

As sessões terão lugar na loja 22 do Centro Comercial São Domingos, em Évora (junto ao Teatro Garcia de Resende) e serão divididas em 3 fases.
A primeira fase consistirá na apresentação e leitura de 2 contos do livro editado pela AJPRA, Água 4 Contos (edição bilingue Português - Espanhol), de quatro consagrados autores portugueses de literatura infanto-juvenil, abordando a temática da Água sob diferentes perspectivas.
Numa segunda fase as crianças poderão atentar e interagir numa série de experiências com água, tendo, estas, o duplo objectivo de sensibilização e educação para este poderoso recurso.
Na última fase destas sessões penderá um cariz mais lúdico, onde as crianças terão a oportunidade de lançar os dados num tabuleiro gigante – Jogo Água de Prata, promovido pela AJPRA – e inteirarem-se sobre variadíssimas formas associadas à poupança da água.
A iniciativa conta com o apoio de:
Luzia AlfaiateMauro Martins
CAMPO DE FÉRIAS DE NATAL


A break!, na sequência do que vem fazendo no Verão, com o break! Summer Camp, vai organizar um mini campo de férias no Natal.
As actividades decorrem nos dias 21, 22 e 23 (primeira semana de férias de Natal) e 28, 29 e 30 de Dezembro (segunda semana das férias de Natal).
Actividades a desenvolver:
- Paintball;
- BTT;
- Futebol;
- Ateliês temáticos;
- Manobras de cordas - RAPPEL;
- Orientação com GPS;
- Peddy paper em Moura;
Vem divertir-te...
Inscreve-te já!!!
Mais INFO
Francisco Guerreiro
francisco.guerreiro@momentosfantasticos.com
tlmvl: +351 965 560 613
tel e fax: +351 285 252 513
www.momentosfantasticos.com
break-store.blogspot.com
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Semana da Ciência e da Tecnologia (09)

Centro Ciência Viva de Estremoz 19 de Novembro de 2009
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
FORMAÇÃO DE ANIMADORES

As condições de inscrição são: idade mínima, 18 anos. Escolaridade obrigatória.
Nº máximo de inscrições: 20. (Mínimo: 18).
Esta acção de formação dirige-se a todos os que estão interessados nesta área de actividade (os Campos de Férias) não tendo formação específica para o efeito.
Fase A – 3 fins de semana (quase) consecutivos.
Fase B – em Março/Abril 2010: um estágio de fim de semana
Fase C – estágio num Campo de Férias, no Verão de 2010, caso tenha aproveitamento na Fase A.
Datas – 21 e 22 ; 28 e 29 de Novembro
12 e 13 de Dezembro
(a chegada dos formandos ao local será sempre à 6f, ao fim da tarde).
Custo - 230 € (Fase A). Poderá ser pago em 2 prestações.
Local – em Lisboa, na ACM de Lisboa, Av Alvares Cabral, 23 (ao Lgo. do Rato)
Inclui: formação (sessões), documentação, alimentação* e alojamento.
Estrutura diária: 6ªf: sessão das 21h ás 22h30.
das sessões Sáb: sessões das 9h30 ás 22h30
Dom: sessões das 9h30 ás 17h
Objectivos: preparar os formandos para as funções de animador/a em Campos de Férias da Mizar.
Áreas de formação
1 Dinâmica e trabalho de equipa - 9h; Prof Avelino Pinto
2 Psicologia e casos aplicados - 9h; Dr Pedro Cunha
3 Actividades Lúdicas e Desportivas - 9h; Prof. José Serrano
4 Jogos, Workshops e Ateliers - 9h; Flávia Portezan
5 Organização, Planeamento e Comunicação - 6h; Rodolfo Jesus
*Não inclui pequeno almoço.
quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
Projecto "Bookcrossing"
Encontro-me neste momento em formação prática em contexto real de trabalho, do Curso EFA nível secundário de Animação Sociocultural, no Centro Ciência Viva Estremoz, a trabalhar no Projecto “Bookcrossing”.
O Bookcrossing é o acto de deixar livros num espaço público, para que possam ser encontrados por outros, que irão continuar a cadeia; é um clube de livros global, que atravessa o tempo e o espaço; é um grupo de leitura que não conhece limites geográficos, tendo como objectivo transformar o mundo inteiro numa biblioteca.Estando eu neste momento a preparar uma nova crossinzone, em Évora, na associação “AJPRA – Associação para o Desenvolvimento Comunitário, Cultural e Educativo”, venho por este meio solicitar a todos aqueles que estejam interessados em contribuir para este projecto, com a oferta de livros que se encontrem em bom estado de conservação e que os queiram disponibilizar para o mesmo.
Os livros podem ser sobre todos os temas abrangentes da literatura, desde romances, aventuras, poesia, ficção, livros infantis, etc., excepto livros escolares.
Para mais informações sobre o que é o Bookcrossing, queiram por favor consultar o site:www.bookcrossing-portugal.com
Obrigado pela vossa colaboração
Juliana Moreira
quarta-feira, 21 de Outubro de 2009
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
segunda-feira, 19 de Outubro de 2009
"Olhares Renovados" - Actividades de combate à Solidão na 3ª Idade
As actividades “Olhares Renovados” foram desenvolvidas pelos alunos do curso EFA de Animação Sociocultural no dia 9 de Outubro de 2009, em Valverde, no centro de dia ARPIC (Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Valverde).
Este plano de acção teve como principal objectivo, o combate a uma problemática que nos assola enquanto sociedade, cada vez mais envelhecida, a solidão na 3ª Idade.
As actividades tiveram como objectivo, proporcionar a ocupação dos tempos livres, melhorar a qualidade de vida do idoso, valorizando as suas capacidades, competências, saberes e cultura; aumentar a sua auto-estima e autoconfiança, conhecendo de um modo mais profundo os idosos: as suas características pessoais, valores, princípios, cultura, capacidades, dificuldades, gostos pessoais, devendo ser entendidas como uma mais-valia para evitar a solidão na terceira idade.
Através destas actividades resultou um convívio onde existiu um espaço de dinamismo e aprendizagem, com momentos de diversão, trocas de experiência e sabedoria.
As actividades implementadas foram as seguintes:
•Jogo do Trivial Alentejo (Gastronomia Regional e Tradições);
•Tecnologias (Pesquisas na Internet);
•Atelier de Pintura;




Seminário "Desemprega-te do Desemprego"
A finalidade deste seminário teve como objectivo procurar capacitar os destinatários, com competências sociais e operativas válidas, que lhes possibilitem uma autonomia cultural, política e económica, bem como dar a conhecer instituições de apoio e serviços que estes prestam, de modo a contribuírem para a auto-estima e valorização pessoal.
Aproveitando o espaço, agradecemos ao Banco Montepio Geral, à Junta de Freguesia de Canaviais, à Casa do Povo de Canaviais, à Agência Funerária Santa Rita e à Florista Quiosque Florlinda, que contribuíram com apoios para a concretização deste seminário.
terça-feira, 13 de Outubro de 2009
histórias magnéticas - um projecto de Sérgio Pelágio

O resultado é um espectáculo que se situa entre o concerto e a história contada.
O som das palavras e o ritmo da escrita - neste caso a história "A bomba e o general" de Humberto Eco - deram origem a uma partitura para guitarra eléctrica e voz que propõe uma leitura da história com base na musicalidade do texto, resultando num espectáculo que se situa entre o concerto e a história contada.
O espectáculo é seguido de uma conversa e de um atelier dirigido pelos dois intérpretes em que as crianças serão estimuladas a construir uma partitura/história feita de elementos variados - recortes, palavras, pintura, objectos, outros - partindo de noções musicais muito simples como a duração ou a altura de um som.
Histórias Magnéticas tem a duração aproximada de 90 mn.
Contacto para o espectáculo e mais informações: historiasmagneticas@gmail.com
Produções Real Pelágio
segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Estágios Profissionais Internacionais em Animação Sociocultural

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
EMPREGO
Animador sociocultural (m/f)
Número de Postos: 1
Local Trabalho: Freguesia (s): ANGEJA;
Habilitações Mínimas: Licenciatura
Tipo de Carta Condução: Ligeiros
Descanso Semanal: SÁBADO E DOMINGO
Conhecimentos Profissionais: IPSS necessita de admitir animador(a) educativa sociocultural, preferencialmente com experiência em projectos de animação, dinamização de grupos de trabalho.
Tipo de Contrato Oferecido: A Termo
Duração: 17 (meses)
Trabalho a Tempo: Completo
Remuneração oferecida: 909 Euro
Outras Regalias: + refeição na instituição
Mais Informações aqui
sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
EMPREGO
Procura-se Animador(a) Sociocultural com formação escolar nível III, para IPSS do Concelho de Mafra. Dá-se preferência a pessoas do concelho.
Enviar curriculum para cspm.sandraramos@sapo.pt.
Fundamentação da Problemática – A Solidão 3ª Idade
Portugal ainda não é um dos país mais envelhecidos, sobretudo, se comparado com os do Norte da Europa, mas o Alentejo, é por ventura um dos territórios europeus mais despovoados e onde os índices de envelhecimento, são superiores à média nacional: 117,9% (Alentejo) para 111,2% (resto do território), segundo dados do INE.
O Alentejo é a região do país mais envelhecida, com 102.042 jovens (até aos 14 anos) contra 175.061 idosos (22,9 por cento do total da população).
Relacionado com o isolamento há diversas perspectivas associadas, de ordem antropológicas, sociológicas, culturais e religiosas, que têm a ver com a baixa densidade populacional, o despovoamento, a falta de esperança, o envelhecimento populacional (cujos valores para alguns concelhos do Alentejo triplicam face à média nacional), e uma melancolia característica devido à baixa religiosidade no Alentejo.
Em relação ao isolamento existem vários factores que o propiciam tais como: o isolamento físico, idosos que vivem isolados em montes longe de aglomerados populacionais, o isolamento social, idosos que já não têm uma rede de amigos com quem possam confraternizar e cujos familiares vivem longe, ou ainda o isolamento devido a uma doença crónica incapacitante, "principalmente se dificultar a locomoção", e a perda do cônjuge, "sobretudo no caso do sexo masculino".
O isolamento no Alentejo dá-se em grande parte pelas perspectivas acima enunciadas mas também em grande parte pela falta de meios económicos que fazem com que muitos idosos com pensões míseras não tenham a capacidade económica para poderem ingressar em lares de terceira idade e centros de dia.
Mas o isolamento também se pode manifestar aquando a sua presença em lares e centros de dia, porque na maioria das vezes estes sentem-se afastados e postos de parte pelas suas famílias.
As alterações na pessoa do idoso devido ao isolamento trazem efeitos bastante prejudiciais, que levam o idoso a ter: um desinteresse e apatia por tudo, levam o idoso a alimentar-se mal e a sair pouco, aumentando a atrofia muscular e as dificuldades de locomoção, levam o idoso a relacionar-se cada vez menos com os seus pares, pondo fim a cadeia de relações sociais o que normalmente os leva a um quadro de senilidade muito mais frequente. Os quadros de confusão mental e de demência, que podem ser confundidos com estados depressivos ou agravados por estes, são também causa de comportamentos inadequados que podem originar quedas e outras complicações a nível físico e mental.
As pessoas idosas enquadram uma categoria de indivíduos, cujas propriedades, relativamente homogéneas, são normalmente identificadas com isolamento, solidão, doença, pobreza e mesmo exclusão social. São consideradas como indivíduos isolados, em que a dimensão familiar da identidade, da existência, permanece oculta.
As transformações ao nível da estruturação da família, do modelo de família alargada para a família nuclear, reduziram o espaço, outrora privilegiado, de solidariedade inter-geracional que garantia a protecção aos seus membros mais velhos até ao fim da vida.
Actualmente, dado os ritmos e alterações produzidas pela vida moderna (crescente participação da mulher no mercado de trabalho e vida pública; maior número de divórcios; diminuição da taxa de fecundidade; precariedade do emprego para muitos, dificuldades na obtenção de habitação adequada, etc.. ), a família vê-se confrontada com dificuldades para criar os próprios filhos, atenuadas ou agravadas, se do agregado familiar fizer parte uma ou mais pessoas idosas com maior ou menor grau de dependência.
Enquanto uns envelhecem quase sem perda de capacidades, outros sofrem de incapacidades, deficiências e doenças. Socialmente, os factores que influenciam o envelhecimento e que consequentemente os irá levar à solidão são: a profissão exercida, o nível de instrução e as condições económicas – condições sociais de existência que podem agravar o processo de exclusão social, por via da diminuição do rendimento e consequentemente do acesso a bens, serviços essenciais à manutenção das condições de vida quotidianas; e dos problemas de identidade psico-social, passagem de uma vida ritmada pelas exigências do trabalho profissional, à condição de “reformado”.
Ao contrário, quando existem elementos em situações de grande dependência de saúde ou económicas, acrescem as dificuldades da família, alterando relações de solidariedade familiar, conduzindo a família a procurar respostas na rede de equipamentos sociais.
Outros factores que estão associados à solidão dos idosos prendem-se com o facto de muitas das vezes os idosos terem carências graves ao nível económico (baixos rendimentos, pensões e reformas), a nível cultural (falta de lares, centros de dia e universidades seniores), e muitas vezes carências a nível afectivo, que resultam de maus tratos infligidos pelas famílias, as suas famílias que era suposto apoiarem-nos e protegerem-nos nestes últimos tempos da sua vida.
São também vulneráveis à exclusão social, pela condição de reformado, isto é, sem relação de trabalho e colegas, pela dificuldade de comunicação com as gerações mais jovens, pelo isolamento em relação à família, pela perda de autonomia física e funcional e pela dificuldade de adaptação às novas tecnologias, estes idosos refugiam-se numa solidão incomensurável.
A escolha deste tema, cada vez mais em voga nesta nossa sociedade consumista, nesta nossa sociedade do “novo”, em que o “velho” é descartado, prende-se com o facto de alertar as consciências, porque os velhos de amanhã seremos nós, e o que encontramos hoje de bom nesta sociedade em que vivemos foi-nos deixado por esses mesmos “velhos” à custa de lutas travadas, e nada melhor do que estudar o porquê desta lenta marcha que é o envelhecimento e que em grande parte dos casos vai-se reflectir numa velhice com profunda solidão, para podermos ser hoje nós “jovens” a retribuir a essa geração que ajudou a moldar a humanidade.
Pretendemos assim desmistificar o envelhecimento, a velhice, a 3ª Idade, a solidão, mais precisamente no nosso Alentejo, porque em todo o continente nacional é a zona onde podemos encontrar mais velhos por jovens, e onde podemos verificar com toda a clareza que a pirâmide etária se encontra invertida.
Assim, podemos afirmar que chegar à terceira é apenas entrar noutra fase diferente da sua vida. E é nesta nova e derradeira fase da vida que se torna necessário um acompanhamento também diferente. Os idosos, sobretudo aqueles que têm mais carências, devem ser acompanhados por redes de apoio social, cuja principal missão é ajudar a ultrapassar os vários problemas com que se confrontam, como os cuidados básicos de saúde e higiene, a situação financeira e principalmente a solidão. Estas redes devem, paralelamente, intervir ao nível social e educativo, o que passa, sobretudo, pela animação na terceira idade.
E a animação tem uma função cultural, psicossocial e terapêutica, com vista a proporcionar uma velhice mais digna e de valorização do idoso.
Nós enquanto Animadores Socioculturais podemos e devemos enquadrar-nos dentro das diversas redes sociais e instituições que tem como principal objectivo proporcionar o bem-estar dos idosos.
Cabe-nos então a nós Animadores sermos uma mais-valia nestas instituições e redes sociais, procurando proporcionar um bem-estar a todos os níveis da pessoa humana, quer a nível físico, psíquico, cultural e social.
O animador sociocultural tem um papel preponderante nos lares e em todas as redes sociais e institucionais, uma vez que tem como principal função desenvolver actividades e criar soluções, que tenham como objectivo o incutir de responsabilidades ao indivíduo, para que este possa sentir-se novamente uma pessoa útil em sociedade e com obrigações. É fundamental envolver toda a família neste processo, para que os idosos não se sintam abandonados e depositados numa instituição. E para que os entes queridos se sintam úteis e importantes nesta etapa.
Nelson Miguens
Fernanda Rodrigues
Fundamentação de Problemática - Desemprego
O desemprego é uma situação intolerável á qual como cidadãos não deveremos ficar indiferentes.
Preocupa-nos de modo particular o facto de que, apesar do progresso material a que se tem assistido nos últimos anos, o desemprego esteja a contribuir para o crescimento da pobreza no nosso país, bem como que para o aumento das desigualdades na repartição dos rendimentos.
Na região de Évora o sector mais importante é o sector terciário e tem como potencialidades o património mundial, o parque industrial, a capacidade hoteleira, a gastronomia e a acessibilidade.
Évora como capital de distrito possui principalmente ofertas de emprego no sector público e na área dos serviços e comércio, neste contexto exige uma grande qualificação escolar e profissional.
A faixa etária que mais sofre com o desemprego é entre os 25 e os 55 anos, sendo o género feminino o mais afectado devido, aos costumes de antigamente da mulher permanecer em casa, o que não permitia obter uma qualificação escolar, devido também há licença de maternidade que esta tem direito por lei, tendo que permanecer ausente durante um período de tempo, e pelo facto de esta não apresentar disponibilidade total para cumprir horários de trabalho que são exigidos pelos patronatos pois tem a seu cargo filhos menores.
O envelhecimento da população associado ao declínio da população jovem e adulta activa provocado pelos movimentos do êxodo rural, o desânimo e descrenças nas melhorias da qualidade de vida individual e colectiva são causas para as quais, é preciso encontrar soluções participadas.
O contributo que a Animação Sociocultural pode dar ao desenvolvimento comunitário são procurar capacitar os actores do “local” com competências sociais e operativas válidas, que lhes possibilite uma autonomia cultural, política e económica.
A Animação Comunitária encontra um campo fértil de actuação no fomento do associativismo, nas actividades de voluntariado e do trabalho juvenil, nas políticas de educação cívica e de pedagogia de consciência crítica, nas iniciativas que promovam a identidade comunitária nomeadamente, a promoção do património cultural e natural, símbolo vivo da cultural local.
A Animação Comunitária tem que suster a sua acção num projecto de educação para o desenvolvimento, esta entendida como forma de educar para o sentido cívico, para a formação de cidadãos conscientes e participantes no próprio processo de desenvolvimento. A educação para o desenvolvimento está direccionada para a provocação da mudança de mentalidades, atitudes e comportamentos do indivíduo e do grupo. A Animação enquanto método educativo tem que educar para a solidariedade, para a responsabilidade colectiva, para a auto-estima e valorização da cultura do território.
A cultura é um recurso endógeno do território e das suas comunidades, ela poderá ser potenciadora de novas dinâmicas socioculturais e constituinte de emprego. Um horizonte no qual, as pessoas são parte activa integrante dos processos de desenvolvimento local.
A dinamização da actividade cultural numa visão de sustentabilidade social e microeconómica das populações é certamente um desafio para os territórios e para os responsáveis das políticas de desenvolvimento. A Animação Sociocultural pode contribuir para um projecto de coesão social, de “avalanche económica” através da cultura, um recurso endógeno comunitário.
A Animação Sociocultural deve actuar como o garante da comunidade no acesso ao usufruto sustentado do património cultural.
A sociedade precisa de Animadores Socioculturais comprometidos com a cultura dos valores, da justiça social, do compromisso com o desenvolvimento sociocomunitário e de Animadores carregados de humanismo, de modo a evitar o abandono do território, e a marginalização, que são os factores mais preocupantes por não existirem postos de trabalho de acordo com as necessidades da faixa etária mais penalizada pelo desemprego.
A cidade de Évora deve lutar, ajustar alternativas válidas que combatam o desemprego.
O desemprego e a exclusão social andam de mãos dadas, é necessário actuar no terreno recorrendo à criatividade, estudando todas as soluções possíveis para combater este problema social.
Concluímos que o Animador Sociocultural tem uma palavra a dizer neste contexto, tem papel de agente de mudança, tem competências para trabalhar com os cidadãos eborenses de forma a motivar estes a darem um passo em frente no constante duelo com o que os aflige. A valorização pessoal é fundamental para o desenvolvimento pessoal.
Enquadramento da escolha da temática - Perda da Identidade Alentejana
Como tal, A Identidade Alentejana foi o tema por nós proposto na medida em que, com o passar dos anos, uma aculturação intensa tem feito parte da realidade da região, erradicando, de um modo não tão gradual quanto se pensa, um leque de hábitos e costumes que tão bem enalteciam uma das identidades regionais mais ricas de todo o Portugal.
A escolha deste tema não existiu, de modo algum, para se proceder a uma identificação exaustiva de responsabilidades directas, mas surgiu antes, pois, como factor de consolidação e conservação de um espólio identitário abundante em traços e costumes de gente simples, das gentes alentejanas.
terça-feira, 22 de Setembro de 2009
GRIPE A
Hoje, dia 22 de Setembro, acaba o Verão e começa o Outono. Com ele chegam os dias mais pequenos e as noites mais longas.
Em Portugal esta Estação do ano traz consigo a festa popular das vindimas; a prova dos vinhos nas adegas (sempre bem acompanhadas pelas “cantigas do povo”); o Verão de São Martinho, que nos mata um pouco as saudades do mês de Agosto; a tradição do Magusto com as castanhas e Água-pé; e o dia de Todos os Santos.
As árvores mudam a sua cor, o verde vivo das suas folhas dá lugar a várias tonalidades de castanho sem vida, que acabam por sucumbir à força dos ventos deixando à vista o seu tronco e ramos. Chega a trovoada, a chuva, o frio e o cheiro da lenha queimada a sair das chaminés. Com as temperaturas baixas aparecem as constipações e as gripes!
Este ano há que ter mais atenção e cuidado redobrado perante a ameaça da Gripe HN1, ou Gripe A, conforme preferirem. Assim, deixamos aqui este pequeno vídeo que explica de forma simples e sucinta, a miúdos e graúdos, alguns dos principais cuidados a ter em conta para não contrair nem propagar o vírus.
quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Festival Planície Mediterrânica
De 11 a 13 de Setembro, Castro Verde acolhe mais uma edição da Planície Mediterrânica, integrada na Rede Cultural do “Festival Sete Sóis Sete Luas”. A PédeXumbo é parceira do projecto, em conjunto com a Câmara Municipal de Castro Verde.
Durante o fim-de-semana a vila do baixo-alentejo recebe actividades diversas que espelham a forma de estar ao Sul. Os bailes e concertos acolhem grupos de Israel (Mor Karbasi), Croácia (Gustafi), Portugal ( Laefty Lo, Melech Mechaya), País Basco (Deabru Bektzak) e Itália (Kamafei).
Esta edição realça um projecto da PédeXumbo e Câmara de Castro Verde, uma Residência Musical – ESTIO, que reúne Celina da Piedade, Pedro Mestre, Diogo Leal, Ricardo Moura e Tânia Lopes num encontro pelo repertório mestiço, composto por músicas tradicionais que abarcam as vivências de cada músico.





